Sequestro falso do PCC: mais uma armação de Sérgio Moro

No fim do mês passado, o presidente Lula, ao comentar as arbitrariedades da Lava Jato que resultaram na sua prisão e na eleição fraudulenta de Bolsonaro em 2018, disse que voltou a presidência para se vingar de Moro. Trata-se de um sentimento legítimo, visto que o golpe de Estado organizado pela CIA, do qual o ex-juiz foi um dos principais artífices, impôs duro sofrimento ao povo brasileiro e ao próprio Lula, preso injustamente por 580 dias.

No entanto, apenas alguns dias depois, a imprensa burguesa noticiou um suposto plano do PCC, que visaria sequestrar o ex-juiz. Algo, naturalmente, muito esquisito: afinal, por que a organização criminosa paulista teria decidido sequestrar o ex-ministro de Bolsonaro? O que ganharia com isso? E por qual motivo essa “descoberta” foi feita imediatamente depois de Lula ter dito que, quando preso, só pensava em “foder o Moro”?

Obviamente, trata-se de uma farsa visando insinuar uma ligação entre Lula e o PCC – uma demagogia com muita popularidade entre a pequeno-burguesia conservadora. Ao analisar a suposta denúncia apresentada por Moro, vê-se coisas absolutamente estranhas: a primeira é a ausência de provas, pois o processo é todo baseado em um testemunho e em capturas de tela de um aplicativo de mensagens.

Além disso, a juíza do caso, que tornou tudo público, é Gabriela Hardt – que substituiu Moro, quando este saiu para virar ministro de Bolsonaro e que condenou Lula no caso do Sítio em Atibaia, com a sentença copiada e colada de outra. Ainda no tema, é atípico o fato de ela ser juíza da 13ª Vara Federal de Curitiba, mas ter, nessas férias do judiciário, ocupada oportunamente a 9ª Vara Federal, que ficou responsável pelo processo.

Para terminar de citar as situações estranhas deste processo, os advogados dos acusados afirmaram que Moro nunca foi um dos alvos do suposto plano. De acordo com eles, seu nome só surgiu depois de uma delação premiada – feita de modo ilegal, inclusive – que não trouxe nenhuma prova. Como se não bastasse, o ex-juiz e atual senador ainda apresentou um projeto de lei para criminalizar o “planejamento de ataques contra autoridades”, buscando tirar proveito político da situação.

Finalmente, é óbvio que se trata de mais uma farsa de Moro para tentar reabilitar sua imagem. Não à toa, comentando o caso, o presidente Lula o classificou como “mais uma armação de Moro”. Depois disso, toda imprensa burguesa atacou o petista, tentando apresentar a declaração de Lula como “fake news” ou “teoria da conspiração” – que são os termos da moda para ofender aqueles que não concordam com a política ou com as “informações” do grupo Globo.

Portanto, Lula está correto em não confiar nem em Moro, nem na Globo e muito menos na justiça golpista brasileira. Afinal, foi o judiciário que chancelou o golpe de 2016 contra Dilma e que prendeu ilegalmente o atual presidente para que Bolsonaro fosse eleito. Além disso, diante de Moro choramingando por ter sido xingado pelo Lula e inventando um sequestro falso, deve-se ter claro: a Lava Jato foi uma operação de lesa-pátria contra o Brasil, apoiada pelo monopólio da imprensa burguesa e controlada pelo imperialismo, e o fato de eles se empenharem nessa campanha farsesca para reabilitar a imagem de Moro indica que estão travando um novo golpe contra Lula.

Heinrick Aguiar – Maracanã

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