Viva a Palestina!

Resistência Palestina e a luta contra o sionismo

Resistência Palestina responde pelos condenados da terra ao processo de colonialismo e limpeza étnica sionista

No dia 07 de outubro de 2023, as forças de libertação palestinas anunciam o início da operação “Diluvio de Al Aqsa”: o contra-ataque da resistência mais bem sucedido em anos desestabiliza as tropas coloniais e evidenciam o grito dos oprimidos. O ataque coordenado é uma resposta aos 75 anos de repressão ao povo palestino pelas forças de ocupação ilegal israelenses, os alvos foram em maioria a assentamentos militares, ao redor de Gaza, e militares sionistas.

A resposta armada, foi a única alternativa viável de libertação, uma vez que o então partido dominante das negociações Israel-Palestina, Al Fatah, abandonou a luta armada e rendeu-se a concessões mesmo sem que “Israel” atendesse aos anseios do povo. A indignação estimula a uma resposta radical, adotada pelo grupo operante até então somente na faixa de Gaza (Hamas), que toma a frente da luta pela libertação e consolida uma resistência nacionalista.

A repressão do povo palestino se estende desde a criação do ilegítimo estado de “Israel” no contexto da Guerra Fria, em 1948 fortemente apoiado pelos EUA em conivência com a maior arma imperialista americana, a Organização das Nações Unidas (ONU), viram-se no direito de partilhar a Palestina com a imposição de um estado ‘fantoche’ com capital em Jerusalém, iniciando assim um processo de limpeza étnica, para defender seus interesses capitalistas no Oriente Médio já que a influência soviética perante países árabes confere como uma ameaça ao ocidente. Mediante os desastrosos Acordos de Oslo em 1993 duplamente pactuados entre o estado de “Israel’’ e a autoridade palestina, Organização pela Libertação Palestina (OLP), e mediados pelos EUA, estes aparentavam chegar a algum tipo de ‘paz’ entre os dois, porém foram utilizados somente como instrumento de rendição e para encobrir as práticas políticas de apartheid, que perpetuam até hoje, exercidas pelos sionistas desde o início da colonização.

Nos últimos anos, vem tomando espaço na mídia uma perspectiva sionista acerca do maior campo de concentração a céu-aberto, Gaza, em uma pequena faixa de terra do território palestino, foi imposto um cerco, onde o povo é tratado sem um pingo de humanidade, segregados, assassinados e humilhados sem o mínimo de ajuda internacional. “Israel” goza desse descaso e cada vez mais intensifica seu etnocídio. Sob a máscara da religião judaica e mentiras compradas pelas grandes mídias jornalísticas, eles impõem exercícios militares, postos de controle, cercas elétricas, torres de vigilância, barreiras de concreto e fomentam a repulsa palestina por meio de milícias armadas, não somente em Gaza, mas também na Cisjordânia quase que completamente controlada pelos colonos.  

Um grande oportunismo da propaganda de guerra israelense é a banalização da religião judaica, confundindo o antissemitismo com antissionismo. Aqueles defensores da causa palestina, contra o projeto colonial de imposição de um estado judeu historicamente em território palestino às custas de manobras de limpeza étnica, racismo e apartheid são acusados de antissemitismo. Judeus de todo o mundo e principalmente ortodoxos residentes de bairros em ‘’Israel’’ são abertamente contra a existência do estado sionista, e mais do que tudo solidários à sobrevivência do povo palestino.

Assistimos hoje, com a persistência palestina em existir, a estratégias explícitas de genocídio do governo de Benjamin Netanyahu, desumanizando o povo palestino e classificando a reação do oprimido como terrorismo. Sob o controle da mídia hegemônica e cobertura dos EUA as violações dos direitos humanos por “Israel” são completamente omitidas ou acobertadas por acusações sem fundamento ao Hamas. Com um árduo esforço, mídias independentes brasileiras têm tido um trabalho solidário em desmistificar, desmentir e dar voz a causa palestina, algumas delas: JORNALISTAS LIVRES, FEPAL BRASIL, JUVENTUDE SANAÚD.

O governo brasileiro vem exercendo um exemplar resgate sem custos de patrícios em território israelense, com a chamada ‘Operação Voltando em Paz’ utilizando de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para repatriação. Historicamente conhecido como grande mediador de conflitos internacionais o Brasil propôs no Conselho de Segurança da ONU uma pausa humanitária para possibilitar o envio de ajuda humanitária a Gaza, porém apenas com poder de voto dos EUA a resolução foi vetada em 17/10/20230 com 12 votos a favor, 2 abstinências e 1 contra.

Palestina livre do apartheid, do Rio ao Mar

Pedro Rei Guerreiro QM141

Outubro de 2023

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