Pela revogação do Novo Ensino Médio!

Nas últimas décadas, criou-se um grande abismo entre o ensino médio público e privado no Brasil. Sendo que, quanto mais precário o ensino, mais o pobre se distancia do rico em um possível mercado de trabalho. 

A principal saída, no plano imediato, seria uma mudança real no ensino, de forma que o pobre não estivesse tão distante do rico no quesito didática e trabalho. Todavia, a reforma do Ensino Médio feita por Michel Temer, após o golpe de 2016, não teve de modo algum esse caráter.

Estabelecendo-se por tópicos de mudanças significativas no cotidiano de discentes de nível médio, as principais seriam as seguintes: aumento da carga horária em 3.000 horas, implementações no material didático com conteúdos optativos e a remoção de determinadas matérias da grade curricular para dar mais autonomia e tempo para os estudantes dentro da escola. 

Porém, esse grande conto de fadas é somente a ideia no papel, pois, a ideia na prática se mostrou um verdadeiro desastre. Além da mudança no meio do funcionamento do Ensino Médio, está atribuída a nova formulação do Enem, onde serão incorporadas questões de caráter discursivo. A consumação deste processo de destruição do ensino público, demonstra-se intrinsecamente no pouco tempo de funcionamento desse sistema, onde observamos profissionais despreparados para a grade didática confusa, matérias supérfluas com temas desconexos, e um aprendizado totalmente raso e nada crítico. 

Tamanha revolta instigou os estudantes do país inteiro a se mobilizarem e a ocuparem as ruas pela revogação dessa lei, ao perceberem que tal reforma aumenta a desigualdade entre a escola público e a escola particular.

Em razão disso, na última terça-feira (04/04), o Governo Federal reagiu, após grande pressão da comunidade educacional e especializada e suspendeu os prazos do cronograma nacional de efetivação do novo ensino médio (NEM) e aguardará a consulta pública para avaliação e a reconstrução da política nacional referente ao ensino médio. A decisão de Lula é um passo significativo para professores e alunos, que começaram a sofrer com o impacto dessa reforma aprovada sem nenhum debate. No entanto, é preciso ir além e revogar o NEM.

Yuri David – São Gonçalo e
Arthur Matheus – Maracanã

O Brasil ainda é uma democracia?

Um debate muito negligenciado, que é tratado de maneira superficial, mas que conserva a maior importância é a respeito da caracterização do regime político brasileiro.

O fenômeno Rogério Skylab

Mais que um homem, menos que um fenômeno, Rogério Skylab, em sua vasta carreira, que data desde o começo da década de 90, sempre sofreu

Rolar para cima