Não ao genocídio sionista

​​O Brasil deve romper relações com Israel

É preciso entrar em uma campanha internacional contra o genocídio que os sionistas promovem em terras palestinas

No dia 7 de outubro deste ano, o Hamas iniciou a operação militar Dilúvio de al-Aqsa – levando adiante o mais bem sucedido ataque militar contra o Estado ilegítimo de Israel da História. O genocídio contra os palestinos, que enfrentam uma guerra assimétrica contra um inimigo sustentado por todos os países imperialistas, bem como a inspiradora e heróica luta dos movimentos de resistência árabes – principalmente, do Hamas – foram temas de duas matérias na edição anterior. Nestas linhas que se seguirão, discorreremos sobre a posição do governo brasileiro a respeito da questão.

Inicialmente, no dia 20, o governo se posicionou de maneira muito equivocada: Lula condenou a legítima reação do povo palestino como “terrorista”, somando-se a propaganda dos genocidas norte-americanos. Tratou-se de um ponto fora da curva em matéria de política internacional, já que Lula vinha acertando em uma série de questões: o petista apoiou a expansão do BRICS, enfrentou o imperialismo ao se negar a enviar armas aos soldados nazistas ucranianos e chegou, até mesmo, a defender a Rússia – embora de maneira muito moderada – ao se colocar contra as sanções de que o país eslavo vinha sendo vítima.

Posteriormente, o desenvolvimento dos acontecimentos levou o presidente a se deslocar à esquerda e a criticar abertamente os sionistas. Lula passou a condenar os ataques de Israel contra hospitais e contra crianças palestinas; no dia 25 de outubro, ele classificou esses ataques como “genocidas”; e, finalmente, em 14 de novembro, condenou também os atos de Israel como terroristas.

Trata-se, inegavelmente, de uma evolução. Afinal, o governo brasileiro saiu de uma condenação unilateral contra a luta dos palestinos para a afirmação de uma suposta igualdade entre os dois lados em luta, condenando ambos. Contudo, ainda é uma posição absurdamente errada, calcada em uma falsa equivalência, que iguala a luta de um povo martirizado, que iniciou uma campanha militar por sua libertação, a um Estado opressor, ditatorial, ilegítimo e promotor de um apartheid, que é sustentado por potências imperialistas.

Seria uma posição equivocada e golpista – que apenas favoreceria o bolsonarismo – atacar o governo de conjunto e o presidente Lula, em particular, por esta política errada – até porque, o restante da política internacional do governo é muito positivo. No entanto, seria igualmente inadequado deixar de criticar esse equívoco nesta questão, que, pode-se dizer sem qualquer exagero, é a mais importante da política mundial nos últimos 10 anos.

Finalmente, apesar de Lula ter se dirigido em direção a uma política mais correta, é preciso dizer que isso ainda é muito insuficiente. Não se pode, jamais, condenar a reação armada de um povo oprimido contra o imperialismo; classificar a resistência levada adiante pelo Hamas como “terrorista” não só é factualmente errado, como é uma vergonhosa capitulação política à direita. Portanto, o governo brasileiro deveria aproveitar a ocasião para romper todas as relações diplomáticas com Israel, corrigir sua posição equivocada sobre o Hamas e se solidarizar da maneira mais irrestrita com a luta do povo palestino.

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