Israel intensifica ataques a palestinos no Ramadã

No final de março, iniciou-se o Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos. Durante este mês, os fiéis se mantêm em função de práticas estabelecidas, jejuando e orando diariamente. Esse período, que deveria ser marcado por reflexões, em que as pessoas buscam suas melhores versões, está marcado por tensão e violência.

Veja-se, por exemplo, que militares israelenses começaram a patrulhar Huwara, vilarejo da Cisjordânia ocupada, que tem sido alvo de ataques antes mesmo do Ramadã iniciar. Nesse mesmo vilarejo, moradores relatam um clima pesado, devido a presença do exército israelense nas entradas das casas, que está impondo lockdowns com o objetivo de manter palestinos segregados.

Além disso, os comerciantes palestinos lamentam o declínio de seus negócios, alegando que, quando os clientes se aproximam, militares pedem que se retirem por “questões de segurança”. 

Pela grande dimensão dos embates, foi necessária ajuda externa para um possível alívio das tensões. Nesse marco, o Egito sediou negociações entre Israel e a Autoridade Palestina. Porém, como forma de retaliação à invasão da mesquita de Al-Aqsa por militares israelense, o Hamas – organização que recorre à luta armada contra o Estado de Israel – atirou em dois colonos israelenses. Como forma de vingança, colonos queimaram dezenas de carros e prédios, assassinando um palestino e deixando cem feridos.

Estes casos, que ocorreram ao longo do último mês, são apenas alguns exemplos da violência contra a população – que não cessou e que têm ficado cada vez mais absurdos e recorrentes. O fundamental, que iniciou toda a barbárie, foi a invasão à mesquita de Al-Aqsa pela polícia israelense, que culminou na prisão arbitrária de 350 palestinos. Ela é o principal templo sagrado para os muçulmanos e é vítima de ataques por parte do Estado israelense em todo Ramadã.

Durante a invasão dos agentes de segurança, houve registro dos israelenses quebrando portas e janelas, lançando granadas, balas de borracha e golpeando pessoas com cassetetes. Trata-se de uma situação em que, apesar da complexidade do tema – que exigiria uma matéria para tratar especificamente da luta palestina pela sua terra e do contexto histórico –, pode-se analisar, em linhas gerais, que os palestinos sofrem uma opressão por parte de Israel, que possuem um complexo militar muitíssimo mais desenvolvido e capaz de impor uma dura situação.

Giovanna Magalhães – Maracanã

O Brasil ainda é uma democracia?

Um debate muito negligenciado, que é tratado de maneira superficial, mas que conserva a maior importância é a respeito da caracterização do regime político brasileiro.

O fenômeno Rogério Skylab

Mais que um homem, menos que um fenômeno, Rogério Skylab, em sua vasta carreira, que data desde o começo da década de 90, sempre sofreu

Rolar para cima