Inconfidência Mineira completa 231 anos

A Inconfidência Mineira aconteceu em Villa Rica, atual Ouro Preto, em Minas Gerais. Nessa localidade, havia sido descoberta uma grande quantidade de ouro e, em decorrência disso, houve um grande fluxo migratório para lá. Em meados do século XVIII, com impostos elevados – como o quinto e a derrama – e com a rigidez de Portugal, a cidade não estava conseguindo mais suprir a quantidade mínima anual, fato que gerou desconfiança na Coroa. Para os portugueses, a população estava roubando ouro e sonegando os impostos.

Com toda a efervescência social que a corrida pelo ouro fez explodir, surgiu o movimento que ficou conhecido como Inconfidência Mineira. Ele possuía um caráter separatista – ou seja, buscava separar a capitania de Minas Gerais da Coroa portuguesa – e agrupava diversos seguimentos da população local, como médicos, poetas e comerciantes.

Porém, o movimento não saiu do papel, pois seus articuladores foram denunciados por Joaquim Silvério dos Reis. Ele era um dos integrantes da Inconfidência e tinha a intenção de reduzir as suas dívidas pessoais com a Coroa.

Como resultado da denúncia, a maioria das pessoas foram exiladas. Todas as outras, que haviam sido presas, receberam o perdão da rainha D. Maria I, com exceção de Tiradentes. Ele, que não havia negado sua participação no movimento, foi condenado a pena de morte, com uma execução pública. Ele foi enforcado e esquartejado em uma praça e teve partes de seu corpo espalhadas pelas redondezas.

A ideia da pena de morte com uma execução pública era fazer com que o caso servisse de exemplo para a população em geral. Aliás, condenações com penas mais duras do que o susposto crime de fato exigiria, apenas para que servissem como exemplo, são uma instituição do poder absolutista, utilizada para impor terror na população, e seriam criticadas fortemente pelos iluministas e pelos republicanos na época.

Tiradentes herói?

Com a Proclamação da República, fez-se necessário achar ídolos no passado brasileiro, que compartilhassem os mesmos ideais republicanos dos novos dirigentes do país. Tiradentes foi escolhido para o posto: tanto é que as representações do alferes mineiro, em geral, são heroicas. Ele foi um dos símbolos da construção do país após 1889 e, neste 21 de abril, completa-se 231 anos de sua morte.

Gisele – Maracanã

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