Há 64 anos, Revolução Cubana derrotava Fulgêncio Batista

No dia 1/1/2023, completou 64 anos desde que a Revolução Cubana derrubou o ditador Fulgêncio Batista. Para entender este movimento é necessário compreender seus antecedentes: como o fato de Cuba ter sido uma colônia espanhola, que se tornou independente com a ajuda dos Estados Unidos, de tal maneira que passou a ser dependente economicamente desse país. Diversas políticas norte-americanas do período da independência cubana garantiram essa relação, como a Emenda Platt. Outro precedente a ser citado é que, em 1952, Fulgêncio Batista assumiu o governo de Cuba por meio de um golpe.

Fulgêncio foi um ditador, que governava de forma autoritária, aliado aos Estados Unidos. A ascensão ao poder e a maneira de governar do ditador foram responsáveis por iniciar um movimento revolucionário de oposição. Dentro desse grupo de revolucionários, há dois nomes famosos: os irmãos Raul e Fidel Castro, sendo Fidel o seu principal líder. É importante destacar que, nesse momento, o movimento não era socialista, nem comunista, mas, sim, nacionalista e só tinha como objetivos derrubar Fulgêncio Batista e acabar com a dependência de Cuba para com os Estados Unidos.

O primeiro ato dos revolucionários foi a tentativa, liderada por Fidel Castro, de tomar o Quartel Moncada em 26 de julho de 1953. O objetivo era pegar armas e munições do quartel para fortalecer o movimento revolucionário; no entanto, não deu certo, e Fidel foi rendido e preso por dois anos. Após esses dois anos, os revolucionários foram libertos pelo governo e se exilaram no México, onde conheceram o argentino Ernesto “Che” Guevara, que aderiu à causa. Juntos, eles fundaram o Movimento 26 de Julho para derrubar a ditadura cubana.

O novo grupo de revolucionários voltou a Cuba e confrontou o exército do governo através de guerrilhas. Muitos morreram nos primeiros confrontos, mas Fidel, Raul e Che conseguiram se esconder na Sierra Maestra. Durante dois anos, realizaram ataques aos quartéis da região e distribuíram armamentos para os que aceitaram entrar na luta com eles. Muitos ataques de guerrilhas ocorreram no período, o que aumentou a popularidade do movimento.

Finalmente, em 31 de dezembro de 1958, os revolucionários tomaram a cidade de Santa Clara, fazendo com que Fulgêncio Batista deixasse Cuba e com que fosse para a República Dominicana no dia seguinte. Em primeiro de janeiro de 1959, a Revolução Cubana atingiu o seu objetivo e tomou o poder.

O novo governo estabeleceu, de maneira provisória, Manuel Urrutia como presidente e Fidel Castro como primeiro-ministro. No entanto, a forma de governo e as diversas reformas implementadas no país não agradaram aos Estados Unidos, assim causando o rompimento de suas relações com Cuba. Deve-se ter em vista o quadro da Guerra Fria e que Cuba se aproximou dos soviéticos, com Fidel declarando o caráter socialista da Revolução em 1961. Com o alinhamento ao modelo socialista, uma série de intervenções foram realizadas na educação e na saúde, fazendo com que sejam consideradas referências atualmente.

Como retaliação, os Estados Unidos organizaram duas de suas mais famosas ações: a Invasão da Baía dos Porcos, conduzida em 1961, que fracassou, e o embargo econômico, mantido até hoje, que impede que qualquer cidadão americano comercialize com Cuba, bem como também impede que outros países comercializem com a ilha, sob pena de os Estados Unidos suspenderem a ajuda financeira dada a eles. Esse embargo é rechaçado todo ano na ONU, mas, mesmo com a determinação de que ele seja cancelado, os norte-americanos o mantêm.

Laisse Teixeira, campus Maracanã

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