Há 59 anos, militares iniciavam período mais sombrio da História do Brasil

O golpe de 1964 foi realizado por militares e pela burguesia, que não aceitavam o governo de João Goulart por conta de suas reformas de base. 

Em 9 de abril, o primeiro presidente militar da ditadura foi nomeado: o general Castello Branco (1964 – 1969). Ele foi responsável por dar forma ao governo militar, inflando o poder Executivo e enfraquecendo o Legislativo. O grande objetivo do seu mandato foi reprimir a esquerda de forma obsessiva, cassando mandatos, direitos políticos e direitos sociais de todos que se posicionassem contra a política do regime. 

Nesse período, uma nova Constituição foi outorgada e os atos institucionais se tornaram uma manobra política recorrente para sobrepô-la. O primeiro deles foi o AI-1, decretado pelo Castelo Branco, que passou a responsabilidade de eleger o presidente para o Congresso Nacional, que era, majoritariamente, formado por militares e direitistas conservadores. Toda investigação política passou a ser de responsabilidade das Forças Armadas, utilizando medidas como cassar mandatos, prender e até torturar suspeitos.

Já o AI-2 acabou com os partidos políticos pré-existente no Brasil, deixando apenas a Arena, partido dos militares, e o MDB, uma espécie de “oposição” formada apenas pela direita moderada. O AI-3 acabou com o voto direto, estabelecendo eleições indiretas para governadores e prefeitos. Já, no AI-4, o poder foi ainda mais centralizado e foram criadas duas leis que sufocaram ainda mais a liberdade de expressão: a Lei da Imprensa e a Lei de Segurança Nacional.

Com toda a repressão e censura do regime militar, a população reagiu e começou a se revoltar contra a ditadura. A partir disso, os militares criaram a medida mais severa e repressiva do regime, o AI-5. Ele decretou o fechamento do Congresso, tornou ilegal as reuniões políticas não autorizadas pela polícia, suspendeu o habeas corpus e intensificou o caráter brutal da Lei de censura à imprensa, à música, ao teatro e ao cinema.

Por conta dessa lei, tudo passava por um rígido controle, nada que fizesse uma sutil ou perceptível crítica ao regime era autorizado. Esse mecanismo de censura tornou insuportável a vida de todos os brasileiros, pois o direito a liberdade de expressão foi completamente abolido.

Depois da Ditadura, o Brasil ainda teve de lidar com a recessão causada pelo fim do “Milagre Econômico”. O fim desse momento da economia, que havia trazido ao PIB um crescimento de 11% ao ano – que ocorreu, todavia, sem distribuição de renda, ficando concentrada nos extratos mais ricos da população –, trouxe, como resultado, a inflação no país para índices em torno de 100% ao mês. 

Laisse – Maracanã

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