Golpe de 2016: EUA usaram as ONGs para derrubar Dilma

A instauração de políticas que transpareçam quem realmente está investindo em ONGs é fundamental à estabilidade do governo Lula e a suas ações em prol dos interesses do povo brasileiro. Essas instituições interferem diretamente no cenário político a fim de garantir interesses estrangeiros, sobretudo americanos, sem se importar com as consequências à população brasileira. 

O envolvimento norte-americano no controle dessas ONGs voltadas a interferir na política nacional se dá através de instituições como a Fundação Ford. Ela é um fantoche da CIA, já tendo admitido trabalhar com a inteligência americana em seus diversos “programas de promoção à democracia global” para mexer diretamente na política nacional de forma a garantir o sucesso da política da burguesia estadunidense e europeia.

É interessante lembrar um recente exemplo ocorrido, o infame movimento “Fora Dilma”. Ele, além de ter sido descaradamente patrocinado pela imprensa burguesa, principalmente a Globo, acarretou no golpe contra o governo de Dilma e no fortalecimento da direita no país; além de, posteriormente, desencadear todo o movimento bolsonarista.

Parte essencial dessa campanha golpista foi o movimento “Não vai ter Copa”, liderado por Guilherme Boulos – um infiltrado da direita que procura se apresentar como esquerdista, mas trabalha IREE, instituto dirigido por ex-ministros do Temer e que mantém ligações com o Global Americans e com órgãos do próprio governo dos Estados Unidos.

Eles venderam o “Não vai ter Copa” como uma campanha de defesa do interesse público, pois clamavam por “hospitais de qualidade FIFA”, “escolas padrão FIFA” e outras palavras de ordem que nada tinham a ver com a competição internacional ou com que ela trazia ao país.

Havia, na época, uma movimentação contra os despejos – que haviam sido realizados para desenvolver estruturas de uso público, desde os BRT e linhas de metrô até estádios. Muitos moradores de imóveis paulistanos foram despejados com a promessa de novos lares, que nunca chegaram: ocorre que o responsável por isso era os governos dos estados, no caso, Geraldo Alckmin através da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbana, empresa do governo de São Paulo.

No entanto, isso não impediu os coxinhas de iniciarem uma campanha contra o governo Dilma, que nada tinha a ver com a história, e contra a Copa, que também não tinha relação com a falta de política urbana do PSDB em São Paulo.

Mesmo nada disso sendo de responsabilidade da Dilma, as desocupações foram usadas por Boulos e similares como munição contra a presidenta e a favor de seu impeachment. 

No entanto, não se deve ver tais movimentos como frutos de uma confusão ingênua de seus líderes. Grupos como o de Guilherme Boulos, infiltrado da direita que não poupou esforços na liderança dessa levante contra o último governo do PT, e como o MBL, organização de extrema-direita que surgiu na época, foram amamentados a base de dinheiro dessas organizações e do imperialismo. Ao contrário do que o nome sugere, as ONGs não são “não-governamentais”, mas são, em geral, ligadas ao governo dos Estados Unidos e atuam como instrumentos de difusão de sua política. 

Outro exemplo disso é visto no caso da usina hidrelétrica de Belo Monte e na campanha contra sua construção. A campanha foi fomentada por ONGs que afirmavam ter como objetivo a preservação da natureza e dos povos originários ali presentes, mas tinham como razão real a defesa dos lucros estrangeiros e a busca para garantir poder político norte-americano sobre o país. 

A autossuficiência energética brasileira, em outras palavras, a não-dependência do mercado de energia não-nacional, assusta-os. Afinal, sendo independentes, enfraquece-se a influência estrangeira sobre o país, uma vez que são desnecessários em mais um setor – e um setor de primeiríssima importância. 

Então, não pouparam esforços para começar uma campanha incessável contra a construção da usina renovável, a maior de tipo totalmente brasileira. As ONGs usaram todo tipo de tática, incluindo, mas não se limitando, a disseminação de mentiras para atacar o governo. Por exemplo, a ONG “Gota no Oceano”, que foi financiada pelo Fundo Brasil, que, por sua vez, também incentivou o golpe de 2016, chega a produzir um vídeo de nome “É a gota d’água”. Nele, que conta com um amontoado de atores da Globo – pasmem –, onde diziam, dentro de vários exageros e completos erros informativos, até mesmo que a construção da usina alagaria o Parque Nacional do Xingu, que fica a mais de 1 km de distância da barragem. 

Foram ao ponto de chamar o passo enorme na procura por uma matriz energética originalmente brasileira, e, sobretudo, limpa, que a instalação representa de “crime contra a humanidade” e de “etnocídio”. O ataque contou com, desde a presença da comunidade artística internacional, com o famoso diretor James Cameron e diversos atores hollywoodianos, a jornais burgueses, a exemplo o “Estadão” – que, no momento abominavam a construção supostamente em nome do meio ambiente, mas depois atenuariam as atrocidades ambientais e humanas realizadas pela gestão Bolsonaro. 

Atualmente, a usina de Belo Monte é uma das maiores do mundo e consegue, sozinha, abastecer facilmente mais de 30% do consumo residencial nacional. O esquema americano de interferência para impedir sua construção é descrito no relatório confidencial da Agência Brasileira de Inteligência de nº. 251/82260, onde aborda várias ONGs atuantes no evento, que, quando não estrangeiras, são financiadas por fora. 

Esclarecidos estes eventos, que são apenas alguns poucos dentre os muitos casos de intervenção dos norte-americanos na política brasileira através das ONGs, é notória a existência desta guerra de propaganda e destes grupos de soldadinhos forasteiros camuflados. Tais atuações, por parte do governo dos Estados Unidos, costumam ser caracterizadas como “guerras híbridas” e são uma forma de desestabilizar governos que se oponham a sua política – usando desde a direita sanguinária até fantoches falsamente de esquerda para tais fins.

Finalmente, suas ONGs são feitas, inclusive, para este fim em específico, e usam da caridade como fachada para intervenções clandestinas. Por isso, é preciso expor de onde vem o dinheiro destas organizações o mais cedo possível, de forma a impedir que atuem livre de dúvidas populares. Permitir que estas andem por aí sem uma bandeira na cabeça lembrando a quem pertencem, pelo que “lutam”, é como criar cobras e dormir esperando não ser picado.

Sander Vilar – Maracanã

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