Princípios da psicanálise

Freud, vida e obra

Nessa matéria, tentaremos reproduzir alguns dos conceitos de Freud

Sigmund Freud, médico formado na universidade de Viena em 1881, é conhecido como o pai da psicanálise. O seu desenvolvimento tomou lugar na Europa pós-Iluminista, durante o final do século XIX, (onde fervilhavam os ideais científicos, o pragmatismo e o positivismo, ao qual Freud combateu) e se origina a partir dos estudos da psique humana.

A psicanálise é um método utilizado para investigar a mente humana e seus processos, indo além dos fatores biológico, somático e fisiológico, chegando a áreas e conceitos mais intangíveis, como: emoções, impulsos, pensamentos, atos falhos, chistes, sonhos, etc. Um ponto curioso é que, mesmo vindo de uma época onde a racionalidade era extremamente valorizada, o método criado por Sigmund dá um valor extremo ao inconsciente do ser humano, sendo o tema principal desse mesmo método. 

Aprofundando mais na teoria da psicanálise, como citado anteriormente, o inconsciente é o objeto de estudo principal; mas, além disso, se trata da parte mais significativa dos processos mentais, e, portanto, da vida de todos nós. Ela é constituída de desejos e pulsões, que, quando reprimidas pela parte pré-consciente do ser, podem gerar efeitos nocivos à saúde psíquica do sujeito (tais quais as neuroses, que resultam da impossibilidade do inconsciente de lidar com traumas e conflitos). Pelo lado bom, ao dar voz ao inconsciente e ter ajuda profissional, consegue-se lidar com essas neuroses de forma eficaz. 

O sujeito freudiano é dividido em 3 partes: id (inconsciente, é o lugar das pulsões, que são impulsos e desejos orgânicos e inconscientes para prazer imediato, como a libido), superego (também inconsciente, é responsável por censurar o Id e se adequar ao ambiente e educação dada; criado a partir da assimilação do pai, sendo o pai interior, responsável pela punição interna; sádico), Ego (consciente, é a parte que busca o equilíbrio entre as pulsões e desejos do individuo (Id) e sua necessidade de se adequar ao ambiente (superego). Busca pelo sofrimento). Elas podem ser identificadas desde cedo, mas o superego é o último a ser formado.

Na infância, a pulsão pelo prazer também é presente e se percebem três fases da formação da sexualidade: fase oral (prazer pela boca: leite materno, mamadeira, etc.), fase anal (prazer pelo ânus, excreções, massas, se sujar, etc.), fase fálica (o prazer se estabelece nos órgãos genitais e zonas que os estimulam). Por mais que haja críticas a essa concepção, o mérito de Freud consiste em ter descoberto que existe, sim, uma sexualidade infantil. Nessa época, também que surge o complexo de Édipo (que, para Freud, diferentemente de Jung, também ocorre em mulheres): a criança vê o parente do mesmo sexo como seu concorrente pelo amor do outro parente (ou seja, um amor de forma incestuosa), mas que, com o tempo, naturalmente, se resolve.

A maneira pela qual as sessões transcorrem é bem conhecida, talvez graças à cultura pop: um profissional fazendo anotações, enquanto o paciente fala sobre seus sentimentos, dia a dia, conflitos, etc. Além de anotações, também se utiliza outras técnicas, como arteterapia (pintura, escrita criativa, dança, etc.), Teste de Rorschach (Famoso teste composto por imagens pretas e sem forma), Associação livre (Estímulo ao livre fluxo de pensamentos do paciente), entre outros.

Ao interpretar e revisitar as falas do paciente, o profissional consegue pontuar seus medos, passado, possíveis origens, possíveis soluções. Graças a confidencialidade concedida ao paciente, a honestidade total é recomendada durante a consulta para que a análise possa ser feita de forma precisa.

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