Fora polícia das escolas

Os atentados ocorridos, na última semana, nas escolas de São Paulo e na creche de Blumenau (SC) despertaram uma onda de temor em relação ao risco de “massacres”.

No entanto, como resultado direto desses fatos, surgiu a reacionária política de defender a implementação da polícia nas escolas. Foi o que defenderam o governador bolsonarista de São Paulo, Tarcísio Freitas, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL–MG), por exemplo. Os defensores dessas medidas verdadeiramente fascistas argumentam que os agentes fardados do Estado burguês garantiriam “segurança” para os estudantes e impediram a realização de novos atentados.

Além deles, diversos deputados bolsonaristas, aproveitando o clima de histeria criado com a questão, apresentaram projetos no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas estaduais para aumentar rondas nas proximidades de escolas e, até mesmo, para colocar policiais dentro do ambiente escolar.

É preciso ter claro que tais projetos consistem na aplicação da típica política da direita para o ensino: é o que defendiam Bolsonaro e Weintraub no governo anterior, com a aplicação de escolas “cívico-militares” para que soldados oprimissem os estudantes em nome da “segurança e da disciplina”.

Ocorre que a tese de que policiais nos arredores da escola aumentariam a segurança é totalmente falsa. Afinal, a polícia é uma força de opressão contra a população pobre do país. Trata-se do corpo armado do Estado, voltado para esmagar os trabalhadores e a juventude: não à toa, a campanha em defesa do aumento do efetivo policial vem, justamente, quando os estudantes estavam saindo às ruas para protestar contra o Novo Ensino Médio. É preciso entender que se trata de um pretexto rasteiro que a direita está usando nacionalmente para reprimir os alunos e impedir a mobilização contra o NEM.

O que ocorre é que os abutres da política nacional procuram tirar proveito da situação para instaurar uma verdadeira ditadura nas escolas de todo o país. A burguesia manobra com o medo que os estudantes, os familiares e a população em geral tem dos massacres, criando um clima de histeria para impor seu programa reacionário.

É precisamente nisso que consiste a campanha em defesa do aumento do efetivo policial, de “normas de segurança”, de uniforme obrigatório, de restrição às liberdades democráticas e até de revistas. Quem defende esse tipo de política, encoberta com um véu de preocupação com os alunos, atua para rifar o movimento da esquerda e para perseguir os estudantes.

Portanto, contra essa medida verdadeiramente fascista, que a direita tem impulsionado pelo país – e setores extremamente confusos da esquerda têm apoiado, demonstrando seu servilismo para com a burguesia –, é preciso defender:

Nenhum PM nas portas da escola!

Não à medidas repressivas – como revistas, aumento de rondas da polícia, identificação obrigatória, etc. – como pretextos para perseguir os estudantes, reprimir manifestações e impedir a mobilização! 

Revogação do Novo Ensino Médio!

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