Filosofia

Epicurismo: Hedonismo disfarçado?

Ética e física epicurista

Antes de entrar em detalhes sobre o epicurismo, precisa-se definir o que é 

o hedonismo: segundo a enciclopédia de filosofia de Stanford, a palavra, vinda do grego antigo, significa “prazer”. O hedonismo ético “afirma que apenas o prazer tem valor e apenas a dor ou o desprazer têm desvalor”. Com isso em mente, passamos para o epicurismo, a doutrina filosófica criada pelo grego Epicuro e divulgada por seus seguidores como o romano Lucrécio, cuja primeira escola foi fundada em Mitilene. Algum tempo depois, foi fundado o jardim, uma combinação de escola e comunidade filosófica.

A teoria física do epicurismo é o atomismo, que diz que o mundo é formado por 

minúsculas partículas, átomos. Mas a parte mais conhecida da sua doutrina é a sua ética. Ela foi explicada por Epicuro, em sua “Carta a Meneceu”, como sendo uma teoria para a boa vida: nela, ele proclama que a chave para uma vida feliz e abençoada são os prazeres. Eles nos livram da dor e do medo. O epicurismo, porém, se diferencia do hedonismo ao passo que diz que o prazer não é tudo e que devemos parar de procurar prazer quando não sentimos mais dor e medo, afinal, às vezes, precisamos passar pela dor para encontrar a felicidade.

Em outras palavras, o epicurismo preza pelo autocontrole e prudência, visto que existem vários tipos de desejos e que só alguns devemos saciar. Existem desejos vãos e naturais: dentre os naturais, existem os naturais não-necessários (como o sexo) e os naturais necessários (como comer). Dentro desse último, há uns necessários para a felicidade, outros para repor o corpo e outros para a vida.

Um ponto importante de sua ética é o chamado “desprezo” a morte e a deuses: tudo é vindo das sensações; a morte, portanto, não significaria nada para nós, já que ela é a ausência de sensação. Isso nos deixaria mais felizes por não nos deixar ansiando a imortalidade ou sofrendo por antecipar a inevitável morte, pois, quando estamos vivos, a morte não está conosco, e, quando ela vem, já não importa mais.

Por fim, é importante esclarecer que Epicuro não negava a existência de deuses, nem os

desprezava, mas desprezava a ideia de que eles se envolveriam com esse mundo. Isso é demonstrado pela frase: “o homem ímpio não é aquele que nega os deuses de muitos, mas aquele que atribui aos deuses as crenças de muitos”.

Arthur Filipe – BM 151

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