Classe operária em luta contra o capitalismo

Recentemente, assistimos a diversos setores da classe trabalhadora lutarem contra políticas que beneficiam apenas os interesses econômicos da burguesia e contra rotinas de trabalho cada vez mais precárias e exaustivas. No exterior, destacam-se os operários franceses e alemães, que paralisaram setores básicos e fundamentais para a sociedade como transporte, energia, educação e saúde. No Brasil, também houve uma paralisação dos metroviários em São Paulo, embora com menos adesão que as greves francesas.

Na França, as manifestações reivindicaram o fim da reforma da previdência, que pretende aumentar gradualmente a idade mínima para se aposentar de 62 para 64 anos e aumentar o número de anos de contribuição para receber o benefício completo. Diversas greves gerais organizadas pelos sindicatos já reuniram milhares de pessoas nas ruas, construindo bloqueios na saída de postos de combustíveis e rodovias; ocupando, incendiando e quebrando centros comerciais e bancos. Os grevistas enfrentaram a violência policial com bombas caseiras, barreiras humanas e até socos e chutes para defender a si e seus camaradas que lutam para viver com saúde e qualidade. No entanto, o que mais gerou  repercussão foi a greve dos lixeiros e faxineiros de empresas terceirizadas. Hoje, toneladas de lixo se acumulam nas ruas de Paris e nos principais centros comerciais para dar visibilidade aos trabalhadores que verdadeiramente zelam pela nossa vida e saúde! 

Na Alemanha, os sindicatos de metroviários, maquinistas, motoristas de ônibus e pilotos de avião organizaram greves para reivindicar melhores salários. Devido a políticas de austeridade, cerca de 20% dos funcionários do transporte foram demitidos, o que levou a uma sobrecarga de trabalho naqueles que permaneceram em seus cargos, que agora realizam um volume de tráfego maior. Aproximadamente, 3 milhões de trabalhadores que operam metrôs, trens, ônibus e aviões se juntaram para lutar por melhores condições de trabalho em uma greve geral que afetou todos que utilizam desses meios de transporte, mas a consciência de classe dos outros trabalhadores impediu que se opusessem a luta e a maioria da população apoiou a paralisação.

Em São Paulo, as greves tiveram dois principais objetivos: reajuste salarial e combate à privatização. Em meio a descarrilamentos regulares, que ameaçavam tanto a segurança dos funcionários quanto a dos passageiros, o sindicato dos metroviários se organizou para expor o fracasso da privatização que levou a precarização do trabalho e do serviço de transporte. No início, foi planejado fornecer catraca-livre, mas posteriormente algumas linhas do metrô foram paralisadas, porque as reivindicações dos trabalhadores não foram escutadas.

As greves nesses setores, que afetam de forma mais imediata todos os trabalhadores, devem receber todo apoio para que estes servidores conquistem suas reivindicações. Não devemos prestar atenção às suas condições de trabalho e perceber a sua importância na sociedade apenas quando reagem à exploração da sua mão de obra e se recusam a fornecer seus serviços. 

Vale ressaltar que os sindicatos devem lutar por um programa revolucionário para que seja possível mudar efetivamente o atual modelo de produção, que apenas objetiva acumular capital.

Natália Elvira – Maracanã

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