A visão de Karl Marx sobre a religião

Em suas obras, Karl Marx, o filósofo revolucionário alemão, se declara abertamente contra a religião. Critica a religião a definindo como uma fantasia do mundo material, existindo somente pela situação terrível em que o crente se encontra.

Ele não aponta que o religioso seja um ignorante, mas que a religião é fruto da opressão de uma classe, servindo como bengala e grilhão ao miserável, para aquele que se vê perdido ou tornasse a se perder, para que possa suportar a dor de sua vida até uma suposta segunda realidade, esta última superficial, enquanto trabalha e mantém-se em seu estado deplorável. Tal prática faz com que o sistema se sustente e mantenha as pessoas sobre suas amarras, o que não aconteceria em uma sociedade onde não há a opressão entre classes, já que, a religião é, em sua essência, a miragem sobre o deserto, aquilo que impede que alcançamos a felicidade da vida terrena, como diz Karl Marx, na obra ‘Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel’, “A religião é o ópio do povo”. Por isso considera a religião como uma prisão, não apenas ao pensamento, como ao espirito humano, este no sentido real, como suas maestrias artísticas, filosóficas e nos demais ramos humanos, onde Marx anuncia: “Nada que é humano me é indiferente”. Assim sendo, a religião será substituída por uma forma superior de pensamento, esta sendo a ciência, muito mais elaborada pelas forças produtivas mais desenvolvidas.

Em uma sociedade igualitária, a religião não se mostra necessária, isso porque as pessoas são capazes de desenvolver suas capacidades, sejam elas quais sua vontade mandar, amplamente e sem nenhuma interferência maior, o que se revela como a verdadeira felicidade, esta sendo real, concreta, homogênea. Mas sua luta contra a religião vai além do conceito concebido. Marx almeja alterar a realidade horrível em que a humanidade se encontra instituindo uma sociedade completamente igualitária, e por isso a religião, que já foi dita como anestésico da dor dos trabalhadores, é prejudicial a ideia, pois impede o povo de notar seu próprio sofrimento e se revoltar contra aquilo que os mantém assim. Por isso a religião, comportamento típico de uma sociedade atrasada, seria um regresso a humanidade, esta que possui a seu dispor as inúmeras maravilhas cientificas da Idade Contemporânea, mas que tem de conviver com as relíquias de um passado distante.

Uma vez que o povo veja a realidade opressora adoçada pela religião, irá moldar o sistema, melhorando sua situação e consertando o dito “mundo sem alma” proposto por Marx na obra anteriormente citada, esclarecendo que sua luta a religião não é contra a aqueles que a seguem, mas a ideologia proposta por ela.

Sander Vilar, campus Maracanã

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