A quem interessa o ataque da imprensa ao futebol brasileiro?

Escancaradas nesta última Copa, as tentativas de desestabilizar a Seleção Brasileira já vêm de muito tempo e das mais variadas direções: os jogadores não têm descanso nem em seu próprio país.

As acusações, que citam com frequência os supostos casos de sonegação de imposto, são algumas das várias artimanhas que vêm sendo empregadas para sabotar o futebol brasileiro e suas estrelas, como o jogador Neymar Jr., ídolo nacional e que foi de grande importância para a tentativa de trazer a taça para casa no ano passado. Aliás, o principal alvo dessa campanha de sabotagem é, justamente, o Neymar, que é constantemente atacado pelos grandes meios de comunicação.

Esse movimento, que também usa as frequentes festas que o jogador faz como munição, tem como objetivo único desestabilizar o futebol brasileiro. Um dos propósitos dessa desestabilização é tornar o futebol brasileiro o mais próximo possível do europeu, que é, erroneamente, considerado pela imprensa esportiva como superior ao esporte praticado aqui no Brasil. Além da imprensa nacional, jogadores estrangeiros também têm essa consideração absurda, como é o caso do francês Kylian Mbappé, que chegou a dizer que o futebol sul-americano era inferior.

Outro exemplo desse movimento de culto ao futebol europeu e de ataque ao futebol nacional é a represália contra as comemorações depois do gol, que são características, não só do futebol, mas também da cultura brasileira. Além disso, os atletas foram criticados por pintar o cabelo, sob a irracional premissa de que seria uma “distração” da Seleção.

Essas críticas, que são movidas por desgosto ao jeito brasileiro, mas são disfarçadas como respeito ao adversário, só demonstram a proporção dessas investidas. Elas são sustentadas, inclusive, pelo próprio jornalismo brasileiro, que não poupa esforços em desmerecer as conquistas dos jogadores verde-amarelos. 

Ademais, os incansáveis ataques aos jogadores brasileiros por, supostamente, terem tentado driblar a Receita Federal deixam de citar, intencionalmente, é claro, que esta é uma prática absolutamente comum no futebol, por mais que seja errada. Diversos jogadores estrangeiros já foram pegos sonegando impostos, como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, este último tendo chegado quase a ser preso por isso. Mas a diferença é que, no caso dos europeus e estrangeiros, a imprensa não os crucifica nem mesmo depois da condenação; muito menos, age com a intensidade com que os jornalistas e comentaristas daqui agem contra a própria seleção.

O principal baluarte da campanha contra o futebol brasileiro, ao longo de 2022, foi o conhecido Casagrande, ex-atleta, que nunca alcançou nenhuma conquista notória e que quer ser a régua moral para os jogadores.

Isso tudo só expõe o quanto a grande imprensa brasileira vira os olhos para a cultura do povo. Todo esse acometimento é parte de uma mobilização geral que está sendo feita para colonizar o futebol brasileiro à moda europeia e, para isso, eles não vão ter quaisquer escrúpulos, nem vão poupar esforços até conseguirem tomar do brasileiro uma das poucas alegrias que lhe resta nestes tempos sombrios.

Sander Vilar, campus Maracanã

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