História

1ª Guerra Mundial: das disputas imperialistas às lutas nas trincheiras

Um dos mais importantes fenômenos do século XX

A Primeira Guerra Mundial, ou a Grande Guerra, foi um conflito armado que ocorreu no século XX nos anos 1914 a 1918 na Europa. Nesse conflito, dois grupos se enfrentaram, a Tríplice Aliança (formada pela Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e a Tríplice Entente (formada por França, Inglaterra e Rússia). Diversos fatores levaram a essa guerra como o imperialismo na África e disputas por possessões coloniais, o nacionalismo e a corrida armamentista. Porém, o estopim foi assassinato do arquiduque austríaco Francisco Ferdinando.

A primeira fase foi chamada de “guerra de movimento” (pelo avanço da Alemanha conquistando a Bélgica e territórios franceses), em que as forças eram equilibradas, em número de soldados, mas se diferenciavam em equipamentos e recursos. A Tríplice Entente tinha o domínio dos mares, porém, ao contrário dos seus adversários, não possuíam canhão de longo alcance.

Com artilharia pesada, os alemães passaram pela Bélgica, violando a neutralidade deste país. Venceram os franceses na fronteira e rumaram para Paris. O governo francês conteve os alemães, que recuaram novamente.

A segunda fase foi a guerra de trincheiras – ou de posições – e foi a fase mais longa. Foram cavados milhares de quilômetros de trincheiras, onde a guerra passou a se concentrar. A estratégia adotada nesse período era bombardear, com artilharia, as trincheiras inimigas, e depois os soldados avançarem para elas. Essa estratégia causava a morte de muitos soldados, mas não conquistava muitos territórios. As condições sanitárias nas trincheiras eram péssimas, então além do próprio conflito, os soldados enfrentavam frio, chuva, calor, neve e doenças que vinham até dos cadáveres – com quem tinham muito contato. No ano final da guerra, as trincheiras ajudaram a proliferar a gripe espanhola, que se tornou uma pandemia em que morreram mais de 30 milhões de pessoas no entreguerras.

Em 1917, entraram os Estados Unidos, que estavam se mantendo relativamente fora da guerra (apesar de emprestar capitais e vender armas aos países da Entente). No mesmo ano, a Rússia saiu da guerra para lidar com as suas questões internas (a Revolução de Outubro de 1917, que implantou o regime socialista e derrubou o Governo Provisório de Kerensky, que era a favor da continuidade russa na guerra).

A Guerra chegou ao fim em 1918, porém a paz só foi oficializada em 1919 com o Tratado de Versalhes. Esse tratado determinava a derrota da Alemanha, e a dava consequências duríssimas. O país foi obrigado a pagar uma multa muito alta, que colocou o colocou em uma crise econômica sem precedentes na sua história (chegando a atingir, em 1923, uma taxa de inflação de um bilhão por cento ao ano). Suas forças militares foram restritas a 100 mil soldados de infantaria. A rigidez dos termos do Tratado de Versalhes é considerada como uma das portas que deu abertura para o surgimento e crescimento do nazismo. 

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